Qual a relação entre pecuária intensiva e as emissões de gases de efeito estufa?

17 janeiro 2020
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O sistema único de produção da pecuária brasileira, valendo-se das áreas de pastagens, transforma a atividade em uma das mais sustentáveis do mundo. “A pecuária brasileira tem uma característica que nenhuma outra pecuária do mundo tem. A gente pode criar os animais em um ambiente natural, então eles estão no seu máximo conforto. Além disso, por eles estarem nestas áreas de pastagem, a gente pode trabalhar o solo de forma a mitigar as emissões de gases de efeito estufa, então é uma característica que a gente não deve perder”, disse em entrevista concedida ao Giro do Boi desta sexta, 17, a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste Patrícia Anchão, engenheira agrônoma, mestre em ciência animal e doutora em ciências.

Em participação no episódio da série Embrapa em Ação, a pesquisadora explicou a relação entre a pecuária intensiva e a sustentabilidade do sistema, sobretudo no que diz respeito à emissão de gases de efeito estufa (GEE). “Quanto melhor manejadas estas áreas de pastagem, mais amigável em relação ao meio ambiente nós teremos nossa pecuária”, resumiu.

Agro brasileiro é o mais sustentável do planeta, afirma Embrapa

A agrônoma explicou um estudo conduzido na unidade de pesquisa foram testados vários níveis de intensificação: pasto degradado, pasto recuperada, recuperado com aplicação de fertilizantes e pasto irrigado e semeado com aveia e azevém. “A maior pegada de carbono está na área de pasto degradada, porque nós temos a junção da emissão dos gases de efeito estufa da perda do estoque de carbono do solo com a emissão dos animais. Já nas áreas intermediárias, nós temos praticamente o sequestro de carbono abatendo as emissões dos animais. Já nos sistemas integrados, que nós temos o componente arbóreo e que este componente, as árvores, possam vir a ser utilizadas para fins que não levem à queima, como fabricação de móveis e construção civil, nós temos aí, na verdade, áreas com crédito de carbono. Seria inclusiva possível nós estarmos comercializando carbono desta áreas”, apontou.

Manejo de pastagem adequado pode neutralizar emissões de GEE pelo boi

Por outro lado, Anchão alertou para os problemas derivados da degradação de pastagens. “A área de pastagem degradada acaba sendo muito maléfica não só para as questões econômicas, de sustentabilidade, por possuir uma lotação animal muito baixa, mas também para as questões de meio ambiente. Conforme eu vou degradando uma área de pastagem, eu vou diminuindo o teor de matéria orgânica do solo e aquilo lá eu faço uma emissão de CO2, de dióxido de carbono, por causa da queima daquela matéria orgânica. Então é muito importante a gente evitar este tipo de área”, aconselhou.

O boi é realmente um vilão do meio ambiente na emissão de gases de efeito estufa?

No entanto, Anchão destacou que o pecuarista já percebeu os benefícios do bom manejo de pastagem em sua fazenda. “Ele percebeu que esta intensificação, este cuidado com as áreas de pastagens, a preservação do meio ambiente dá retorno econômico para ele e gera uma sustentabilidade, uma longevidade maior do seu solo. Quer dizer, o valor agregado de uma propriedade em que você tenha uma condição de pastagem deste tipo, ela vale mais em relação a uma área em que a pessoa não teve os cuidados devidos”, reforçou.

Anchão informou ainda que o melhor manejo das pastagens reforça a preservação da água no solo, pois aumenta a capacidade de retenção, evitando o estresse hídrico das plantas e viabilizando o aumento da lotação.

Veja a entrevista completa com Patrícia Anchão pelo vídeo abaixo:

 

Foto: Divulgação / Embrapa – Agência de Notícias

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Em participação no episódio da série Embrapa em Ação, a pesquisadora explicou a relação entre a pecuária intensiva e a sustentabilidade do sistema, sobretudo no que diz respeito à emissão de gases de efeito estufa (GEE). “Quanto melhor manejadas estas áreas de pastagem, mais amigável em relação ao meio ambiente nós teremos nossa pecuária”, resumiu.

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Por outro lado, Anchão alertou para os problemas derivados da degradação de pastagens. “A área de pastagem degradada acaba sendo muito maléfica não só para as questões econômicas, de sustentabilidade, por possuir uma lotação animal muito baixa, mas também para as questões de meio ambiente. Conforme eu vou degradando uma área de pastagem, eu vou diminuindo o teor de matéria orgânica do solo e aquilo lá eu faço uma emissão de CO2, de dióxido de carbono, por causa da queima daquela matéria orgânica. Então é muito importante a gente evitar este tipo de área”, aconselhou.

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No entanto, Anchão destacou que o pecuarista já percebeu os benefícios do bom manejo de pastagem em sua fazenda. “Ele percebeu que esta intensificação, este cuidado com as áreas de pastagens, a preservação do meio ambiente dá retorno econômico para ele e gera uma sustentabilidade, uma longevidade maior do seu solo. Quer dizer, o valor agregado de uma propriedade em que você tenha uma condição de pastagem deste tipo, ela vale mais em relação a uma área em que a pessoa não teve os cuidados devidos”, reforçou.

Anchão informou ainda que o melhor manejo das pastagens reforça a preservação da água no solo, pois aumenta a capacidade de retenção, evitando o estresse hídrico das plantas e viabilizando o aumento da lotação.

Veja a entrevista completa com Patrícia Anchão pelo vídeo abaixo:

 

Foto: Divulgação / Embrapa – Agência de Notícias

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