Saiba quais são os dois maiores patrimônios de uma fazenda

10 outubro 2019
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O Giro do Boi desta quinta, 10, foi marcado pela estreia do quadro Pastagem de A a Z, conduzido pelo engenheiro agrônomo, pós-graduado em pastagens pela Esalq-USP e consultor do Circuito da Pecuária Wagner Pires, autor do livro “Pastagem Sustentável de A a Z”. Nesta atração, que vai ao ar todas as quintas-feiras, Wagner Pires traz aos telespectadores dicas sobre aumento de produtividade e lucratividade por meio do manejo ideal de pasto. Serão 12 capítulos que vão tratar de temas como análise e preparo do solo, a variedade correta, manejo, cuidados com plantas daninhas e adubação.

Nesta primeira edição, Pires faz uma reflexão sobre a responsabilidade do pecuarista na produção de alimentos, já que até 2050 a população mundial estará próxima das 9 bilhões de pessoas e cujos hábitos de consumo estão elevando a demanda por carne bovina. “O Brasil tem a maior área de pastagem do mundo para produzir alimento para esta população. Outro ponto importante é que o PIB mundial, a arrecadação, o ganho da população do mundo todo está aumentando, graças a Deus. Porém quando qualquer ser humano ganha mais, a primeira coisa que ele faz é botar mais comida na mesa para a sua família, então existe uma tendência mundial de que nós vamos precisar produzir mais carne, mais alimento e o Brasil é o país responsável por essa lição”, contextualizou.

No entanto, as áreas de pastagens estão diminuindo ao passo que o rebanho aumenta e o ciclo de produção do boi encurta. A pecuária já repassou 14 milhões de hectares para a agricultura e, até 2028, deverá repassar outros dez milhões, o que reforça a importância de ter pastagens férteis nas propriedades.

“Isso tudo nós conseguimos com sustentabilidade. Temos que trabalhar a questão ambiental, temos que trabalhar questão de solo, fertilidade. Tudo isto nós vamos ver nos próximos episódios. […] Todos estes problemas que nós estamos abordando com vocês, erosão, fogo, a degradação da pastagem, o fato de não inserir fertilizantes nas pastagens, tudo isto leva a um cenário catastrófico. Leva a uma degradação ambiental. Nós temos que reverter este processo, mas reverter com muita propriedade porque o custo é elevado. Fogo é uma palavra que nós devemos evitar, uma ação que o pecuarista não deve levar adiante porque destrói com o maior patrimônio do pecuarista, que é o solo da sua fazenda. A degradação das matas leva as nossas nascentes a secarem, a se destruírem. Nós temos quer fazer APP, áreas de preservação permanentes, principalmente no entorno das nossas nascentes. […] Isso é fundamental porque você não consegue ter uma pecuária sem água. Água é o maior tesouro que uma fazenda de pecuária deve ter”, advertiu.

Veja o quadro na íntegra no vídeo abaixo:

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Nesta primeira edição, Pires faz uma reflexão sobre a responsabilidade do pecuarista na produção de alimentos, já que até 2050 a população mundial estará próxima das 9 bilhões de pessoas e cujos hábitos de consumo estão elevando a demanda por carne bovina. “O Brasil tem a maior área de pastagem do mundo para produzir alimento para esta população. Outro ponto importante é que o PIB mundial, a arrecadação, o ganho da população do mundo todo está aumentando, graças a Deus. Porém quando qualquer ser humano ganha mais, a primeira coisa que ele faz é botar mais comida na mesa para a sua família, então existe uma tendência mundial de que nós vamos precisar produzir mais carne, mais alimento e o Brasil é o país responsável por essa lição”, contextualizou.

No entanto, as áreas de pastagens estão diminuindo ao passo que o rebanho aumenta e o ciclo de produção do boi encurta. A pecuária já repassou 14 milhões de hectares para a agricultura e, até 2028, deverá repassar outros dez milhões, o que reforça a importância de ter pastagens férteis nas propriedades.

“Isso tudo nós conseguimos com sustentabilidade. Temos que trabalhar a questão ambiental, temos que trabalhar questão de solo, fertilidade. Tudo isto nós vamos ver nos próximos episódios. […] Todos estes problemas que nós estamos abordando com vocês, erosão, fogo, a degradação da pastagem, o fato de não inserir fertilizantes nas pastagens, tudo isto leva a um cenário catastrófico. Leva a uma degradação ambiental. Nós temos que reverter este processo, mas reverter com muita propriedade porque o custo é elevado. Fogo é uma palavra que nós devemos evitar, uma ação que o pecuarista não deve levar adiante porque destrói com o maior patrimônio do pecuarista, que é o solo da sua fazenda. A degradação das matas leva as nossas nascentes a secarem, a se destruírem. Nós temos quer fazer APP, áreas de preservação permanentes, principalmente no entorno das nossas nascentes. […] Isso é fundamental porque você não consegue ter uma pecuária sem água. Água é o maior tesouro que uma fazenda de pecuária deve ter”, advertiu.

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