Com operação especial de logística, pecuarista economiza 50% no custo do frete

08 novembro 2019
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Antes de Intensificar a produção, intensifique a gestão, aconselhou recentemente em participação no Giro do Boi o consultor Antônio Chaker. E de fato está cada vez mais evidente o impacto positivo que a gestão empresarial traz para a pecuária de corte. Um destes bons exemplos foi destaque do quadro Giro na Estrada, exibido no programa desta sexta, dia 08, em entrevista com o pecuarista Júnior Sidoni, titular da Fazenda JS, localizada em Coxim, no Mato Grosso do Sul. O pecuarista contou como conseguiu uma economia de 50% de seu custo total com frete ao focar nas operações do transporte boiadeiro e no desenho de uma estratégia de logística customizada para as suas necessidades.

“Eu acredito que a logística hoje é fundamental para tudo, para baixar custo, porque a nossa atividade é bem apertada em relação à margem de lucro”, apontou o produtor. Sidoni explicou que possui propriedades próprias e arrendamentos tanto na serra quanto no Pantanal no MS, que estão basicamente distribuídas em uma linha de pouco mais de 100 km. “Então eu consigo fazer o manejo de criar e recriar no Pantanal e trazer o gado para fazer o acabamento aqui. Então eu sempre entro em contato com a empresa, uma semana, dez dias antes, para tentar equalizar a viagem para buscar o meu gado gordo e conseguir pegar gado magro de reposição que vem lá de baixo. Acredito que fique bom para a empresa e pra mim, que consigo minimizar meu custo de transporte no mínimo em 50%”, revelou.

Junior Sidoni afirmou que o planejamento é essencial para que a operação da “viagem de três pernas” funcione sem atrasos indesejáveis tanto para a fazenda quanto para a transportadora. “Vale lembrar que precisa ser tudo bem programadinho porque meu gado do Pantanal demora um dia para chegar no ponto de embarque e eu não posso falhar para não atrapalhar o embarque do gordo, que é prioridade. […] Eu faço isso já há três ou quatro anos com a JBS e graças a Deus os motoristas são 100% (pontuais), o pessoal é bem organizado e não teve nenhum problema de eles voltarem nem um dia com carreta vazia”, valorizou. “A gente fala que hoje a pecuária tem que ser tocada como uma empresa, então é tudo na programação”, destacou.

Junior Sidoni inclusive fez as contas de quanto a economia com frete por cabeça pode reduzir o custo da engorda dos animais. “Qualquer mexida que você faz hoje custa R$ 20 a R$ 30 por cabeça. Hoje um valor deste você paga um arredamento quase 40 dias de pasto para um animal, então se você economizar 50% disto, você tem 20 dias de pasto gratuito, concorda?”, calculou.

“Tem vantagens para ambos os lados. O pecuarista economiza frete, porque sempre a gente faz esse frete casado no gado magro com gado gordo. Dessa forma ele vai pagar uma perna, que é só do local do embarque ao desembarque e nós, como transportadora, a gente também otimiza a perna que iria vazia”, detalhou a analista de transporte da unidade de Campo Grande da JBS Transportadora, Fabiana Marchini.

Fabiana informou como os produtores interessantes em serviços similares podem acessá-los. “Ele pode entrar em contato com a unidade mais próxima da fazenda dele ou onde ele costuma abater e procurar o analista de transporte, ou o supervisor, e nós vamos fazer esta análise. Eu verifico a escala do gado gordo, o que tem na região para transportar, ou se é o próprio gado dele”, indicou a analista.

Além da vocação para os negócios, Júnior Sidoni mencionou outro fator determinante para os resultados positivos. “Eu acredito que 90% do êxito meu na profissão é o amor que eu tenho por ela. Eu acordo e durmo feliz por estar trabalhando na atividade que eu amo”, declarou-se.

Veja o quadro Giro na Estrada desta sexta, 08, na íntegra:

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“Eu acredito que a logística hoje é fundamental para tudo, para baixar custo, porque a nossa atividade é bem apertada em relação à margem de lucro”, apontou o produtor. Sidoni explicou que possui propriedades próprias e arrendamentos tanto na serra quanto no Pantanal no MS, que estão basicamente distribuídas em uma linha de pouco mais de 100 km. “Então eu consigo fazer o manejo de criar e recriar no Pantanal e trazer o gado para fazer o acabamento aqui. Então eu sempre entro em contato com a empresa, uma semana, dez dias antes, para tentar equalizar a viagem para buscar o meu gado gordo e conseguir pegar gado magro de reposição que vem lá de baixo. Acredito que fique bom para a empresa e pra mim, que consigo minimizar meu custo de transporte no mínimo em 50%”, revelou.

Junior Sidoni afirmou que o planejamento é essencial para que a operação da “viagem de três pernas” funcione sem atrasos indesejáveis tanto para a fazenda quanto para a transportadora. “Vale lembrar que precisa ser tudo bem programadinho porque meu gado do Pantanal demora um dia para chegar no ponto de embarque e eu não posso falhar para não atrapalhar o embarque do gordo, que é prioridade. […] Eu faço isso já há três ou quatro anos com a JBS e graças a Deus os motoristas são 100% (pontuais), o pessoal é bem organizado e não teve nenhum problema de eles voltarem nem um dia com carreta vazia”, valorizou. “A gente fala que hoje a pecuária tem que ser tocada como uma empresa, então é tudo na programação”, destacou.

Junior Sidoni inclusive fez as contas de quanto a economia com frete por cabeça pode reduzir o custo da engorda dos animais. “Qualquer mexida que você faz hoje custa R$ 20 a R$ 30 por cabeça. Hoje um valor deste você paga um arredamento quase 40 dias de pasto para um animal, então se você economizar 50% disto, você tem 20 dias de pasto gratuito, concorda?”, calculou.

“Tem vantagens para ambos os lados. O pecuarista economiza frete, porque sempre a gente faz esse frete casado no gado magro com gado gordo. Dessa forma ele vai pagar uma perna, que é só do local do embarque ao desembarque e nós, como transportadora, a gente também otimiza a perna que iria vazia”, detalhou a analista de transporte da unidade de Campo Grande da JBS Transportadora, Fabiana Marchini.

Fabiana informou como os produtores interessantes em serviços similares podem acessá-los. “Ele pode entrar em contato com a unidade mais próxima da fazenda dele ou onde ele costuma abater e procurar o analista de transporte, ou o supervisor, e nós vamos fazer esta análise. Eu verifico a escala do gado gordo, o que tem na região para transportar, ou se é o próprio gado dele”, indicou a analista.

Além da vocação para os negócios, Júnior Sidoni mencionou outro fator determinante para os resultados positivos. “Eu acredito que 90% do êxito meu na profissão é o amor que eu tenho por ela. Eu acordo e durmo feliz por estar trabalhando na atividade que eu amo”, declarou-se.

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