Qual a diferença de trato do boi meio-sangue Angus para o Brangus ⅝?

14 fevereiro 2020
diferenca-manejo-brangus-e-angus

Conforme explicou em entrevista ao Giro do Boi nesta quinta, 13, o zootecnista Alexandre Zadra, autor do blog Crossbreeding e supervisor regional comercial da Genex para os estados do Acre, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia, quanto mais sangue europeu tem o bovino, mais exigente ele é em relação à alimentação. E embora ele também responda mais rápido à nutrição intensiva, é dever do pecuarista estar programado para esta aceleração do ciclo.

Antes de intensificar a produção, intensifique a gestão

No quadro “Zadra Responde” que foi ao ar hoje, 14, o especialista respondeu pergunta sobre o tema. Roberto, de Itatiba, estado de São Paulo, questionou qual é a diferença entre o Brangus ⅝ e o ½ sangue Angus x Nelore.

“Sabemos que para um animal sobreviver bem a pasto no trópico, o ideal é que ele seja meio-sangue de raças europeias, no máximo. Portanto, quando você tem sua propriedade de São Paulo para cima do país, no Centro e Norte do Brasil, um animal meio-sangue Angus X Nelore tem um pelo curto e vai muito bem sem precisar de suplementação. Se você criar um animal mais que meio-sangue de raças europeias, como um Brangus, que é ⅝ europeu, o ideal é a gente dar um capricho na comida”, aconselhou.

“Ele é um animal um pouco mais exigente, um animal de metabolismo um pouco mais alto, ok? Esta é a grande diferença. Um animal que sobrevive melhor no pasto seria um até meio-sangue de raças europeias”, reforçou.

Mas no caso de o produtor já ter um sistema de recria e/ou engorda mais intensivo, animais com ⅝ de sangue taurino, europeu, podem responder bem. “Você teria para um maior metabolismo, o confinamento, uma caprichada na suplementação, alimentação caprichada. Aí o Brangus responde muito bem. […] É um animal que, depois da desmama, você tem que ter um caprichozinho e ele vai perdendo pelo conforme os verões”, concluiu.

Veja a resposta completa pelo vídeo abaixo:

 

Qual é a sua dúvida sobre cruzamento industrial? Envie para o quadro ‘Zadra Responde” no link do Whatsapp do Giro do Boi, pelo número (11) 9 5637 6922 ou ainda pelo e-mail girodoboi@canalrural.com.br.

Foto: Reprodução / Brangus.org.br

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“Sabemos que para um animal sobreviver bem a pasto no trópico, o ideal é que ele seja meio-sangue de raças europeias, no máximo. Portanto, quando você tem sua propriedade de São Paulo para cima do país, no Centro e Norte do Brasil, um animal meio-sangue Angus X Nelore tem um pelo curto e vai muito bem sem precisar de suplementação. Se você criar um animal mais que meio-sangue de raças europeias, como um Brangus, que é ⅝ europeu, o ideal é a gente dar um capricho na comida”, aconselhou.

“Ele é um animal um pouco mais exigente, um animal de metabolismo um pouco mais alto, ok? Esta é a grande diferença. Um animal que sobrevive melhor no pasto seria um até meio-sangue de raças europeias”, reforçou.

Mas no caso de o produtor já ter um sistema de recria e/ou engorda mais intensivo, animais com ⅝ de sangue taurino, europeu, podem responder bem. “Você teria para um maior metabolismo, o confinamento, uma caprichada na suplementação, alimentação caprichada. Aí o Brangus responde muito bem. […] É um animal que, depois da desmama, você tem que ter um caprichozinho e ele vai perdendo pelo conforme os verões”, concluiu.

Veja a resposta completa pelo vídeo abaixo:

 

Qual é a sua dúvida sobre cruzamento industrial? Envie para o quadro ‘Zadra Responde” no link do Whatsapp do Giro do Boi, pelo número (11) 9 5637 6922 ou ainda pelo e-mail girodoboi@canalrural.com.br.

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