Saiba os cuidados com o plantio de gramíneas e o primeiro pastejo

07 novembro 2019
BRS Zuri é uma das apostas.

É chegada a estação da chuva e para o pecuarista que fez toda a sua lição de casa, as etapas de diagnóstico e preparo de solo para a formação de pastagem já foram cumpridas. Por isso no quadro Pastagem de A a Z exibido nesta quinta, 07, o engenheiro agrônomo, pós-graduado em pastagens pela Esalq-USP e consultor do Circuito da Pecuária Wagner Pires, explicou o passo a passo da próxima etapa. “Vamos plantar?”, convidou o especialista.

Pires afirmou que o produtor deve escolher a semente com calma, procurar informações sobre seu valor cultural e fazer os testes necessários para averiguar se a promessa do vendedor é, de fato, cumprida. Em um saco de sementes 80% de valor cultural, por exemplo, o produtor pode fazer um teste em um canteiro (longe das galinhas, brincou o agrônomo), regar e verificar se a cada 100 sementes que plantou, 80 germinaram. “Se não, ligue para o vendedor, cobre”, encorajou.

O próximo passo, segundo o consultor, é adquirir uma boa sementadeira. Pires recomendou a escolha de sementadeiras a lanço, que simulam as mesmas condições da natureza, lançando as sementes no solo. Mas e se o pecuarista já tem um equipamento antigo usado há muito tempo para a função? Para estes casos, o agrônomo foi enfático. “Pecuarista adora fazer museu na fazenda, ter porcaria, coisa velha. Sai fora!”, brincou Wagner. “A única coisa velha que você vai preservar é você”, completou.

Com o equipamento adequado, o especialista deu dicas para a regulagem e orientações ao tratorista, evitando espaços vazios, sem touceiras, em meio ao piquete. Pires disse que o ideal é que haja sobreposição de sementes para que as pastagem esteja configurada de maneira uniforme. Para isto ocorrer, a atenção com as distâncias entre as linhas de ida e volta percorridas pelo trator também é primordial.

Em meio a esta etapa, é importante que o produtor verifique se a caixa da sementadeira está funcionando normalmente, sem entupimentos, por exemplo. A compactação das sementes dentro do equipamento também deve ser checada com frequência. “Isso acaba prejudicando principalmente quando faz mescla com fertilizante”, complementou.

Outro ponto fundamental para o sucesso do plantio, conforme comentou o agrônomo, é a profundidade das sementes no solo. Em solos arenosos, que facilitam a penetração de água, as sementes podem estar enterradas em até 5 cm. Mas para solos convencionais, sementes graúdas, como as de brachiaria, devem estar enterradas em 2 cm, enquanto as miúdas, como as de panicuns, em 1 cm.

A umidade é imprescindível para o pecuarista decidir quando começar o plantio. É adequado que haja ao menos 20 a 30 mm de chuva no solo para começar os trabalhos. Pires tranquilizou os produtores quanto ao período de germinação, que não ocorre todo de uma vez e pode se distribuir ao longo de até 20 dias. Para averiguar se houve sucesso do plantio, o pecuarista deve verificar, com um quadro de madeira de 1 m², por exemplo, se há ao menos 13 plantas por metro quadrado. Se o pasto estiver mal formado, com muitos espaços vazios, logo no início de sua germinação ainda é tempo para corrigir, seja com maquinário ou à mão. “Senão começa a haver diferença de tempo de pastejo e isso vai prejudicar”, frisou.

Essencial também é não colocar o gado antes do tempo certo no piquete. Se o capim não estiver bem fixo no solo, o animal pode arrancar a touceira e desperdiçar todo o trabalho de formação. Como assegurar o momento ideal de entrar com gado? Pires informou que o pecuarista pode fazer isto com as próprias mãos. “Vai lá no campo, você mesmo, sai pegando as pontas e puxe. Avalie se está vindo folha ou se está deslocando a planta (removendo de alguma forma suas raízes do solo)”, ensinou.

Se as plantas não estiverem firmes, o pecuarista pode esperar mais 15 a 20 dias para abrir o piquete aos lotes, mas caso confirme que as touceiras estão bem fixas, o produtor deve iniciar o pastejo por animais leves para um pastoreio rápido. “Não se preocupe com encher a barriga, mas em complementar a formação (do pasto”, esclareceu. Deste jeito, com o corte das pontas do capim, é que se formam perfilhamentos e garantem um pasto produtivo, enalteceu o consultor.

Veja as recomendações completas sobre plantio de pasto no vídeo do quadro Pastage de A a Z no vídeo abaixo:

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Pires afirmou que o produtor deve escolher a semente com calma, procurar informações sobre seu valor cultural e fazer os testes necessários para averiguar se a promessa do vendedor é, de fato, cumprida. Em um saco de sementes 80% de valor cultural, por exemplo, o produtor pode fazer um teste em um canteiro (longe das galinhas, brincou o agrônomo), regar e verificar se a cada 100 sementes que plantou, 80 germinaram. “Se não, ligue para o vendedor, cobre”, encorajou.

O próximo passo, segundo o consultor, é adquirir uma boa sementadeira. Pires recomendou a escolha de sementadeiras a lanço, que simulam as mesmas condições da natureza, lançando as sementes no solo. Mas e se o pecuarista já tem um equipamento antigo usado há muito tempo para a função? Para estes casos, o agrônomo foi enfático. “Pecuarista adora fazer museu na fazenda, ter porcaria, coisa velha. Sai fora!”, brincou Wagner. “A única coisa velha que você vai preservar é você”, completou.

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