Revolução digital vai transformar o patamar de resultado da pecuária, afirma especialista

28 novembro 2019
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Nesta quinta, dia 28, em entrevista ao Giro do Boi, o médico veterinário pós-graduado pela Harvard Business School Leonardo Sá, CEO da empresa de consultoria e nutrição para pecuária de corte Prodap, explicou como acredita que a democratização do acesso à internet nas fazendas deverá impactar o potencial de produção da atividade. “Esse boom de internet, de acessibilidade nas fazendas, está permitindo que a pecuária agora comece a viver o processo de transformação digital”, destacou.

“A revolução digital chegou na pecuária para ficar e com certeza vai transformar o que a gente entende como patamar de resultado da atividade”, sustentou o executivo. Para Sá, o acesso às tecnologias empodera mais pessoas dentro da fazenda e as torna aptas a tomar decisões que podem melhorar o resultado das propriedades.

Entre as ferramentas disponibilizadas pela própria Prodap que contribuem para esta evolução está a automação da coleta de dados em confinamento, que informa o quanto cada animal de cada piquete está recebendo de alimento e ajusta conforme a necessidade real. O software pode indicar desvios no carregamento do vagão e alertar o gestor para a tomada de decisão. “Hoje a gente já tem uma ferramenta analítica, por exemplo, que é uma tela que o supervisor do confinamento consegue, de frente a frente com cada curral, com os animais, tomar a decisão de ajuste de trato, tomar a melhor decisão de qual quantidade de alimento eu vou fornecer para estes animais”, explicou. Os dados coletados pela ferramenta seguem para um tablet, por exemplo, são repassados para a nuvem e chegam até a balança do caminhão que passará pelas baias.

Veja pelo link abaixo a segunda parte da entrevista com Leonado Sá:
Saiba qual é o tripé da gestão de uma fazenda de pecuária de corte

Um dos fatores limitantes do desempenho do confinamento é a leitura de cocho, uma tarefa que precisa ser realizada muitas vezes em horários específicos em meio à madrugada e por pessoas bem capacitadas para fazer a análise que é subjetiva. Mas de acordo com o veterinário o processo deve se tornar mais preciso com o uso de câmeras 3D, que medem a quantidade de ração que sobrou no cocho e também indicam os ajustes a serem feitos.

Para quem trabalha com cria, por exemplo, um dos sistemas oferecidos pela companhia automatiza a coleta de dados sobre nascimentos, manejo de pasto, qualidade de água, manejo sanitário, mineralização e até qualidade da cerca.

“Para ter ideia do potencial dos dados que estão surgindo, um cliente top 5 nosso performa cerca de 8,5 arrobas por cabeça ao ano. Já era um nível de performance alto, sem ração, com suplementação básica a pasto (a média nacional, segundo Leonardo, gira em torno de 4@/cabeça/ano). E nesta fazenda o dono está presente, algo importante, ele vive da atividade, e após colocar o Views (nome comercial do sistema) ele descobriu que ele tinha 50% dos cochos de nutrição mineral da fazenda com incidência de vazio. Ou seja, é algo que para nós é básico, mas se a gente não tem esse dado, se isso não é medido, passa despercebido. A culpa é do processo logístico da fazenda. Mas em dois meses isso foi solucionado e caiu para próximo de zero. Você vê, é um produtor que já tinha uma performance alta ainda tem muito para melhorar! Agora a gente precisa que essa microgestão do dia a dia tenha coleta de dados para que a tomada de decisão aconteça”, exemplificou Leonardo Sá.

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Assista a entrevista com o CEO da Prodap pelo player na sequência:

Foto: Reprodução / Prodap

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Entre as ferramentas disponibilizadas pela própria Prodap que contribuem para esta evolução está a automação da coleta de dados em confinamento, que informa o quanto cada animal de cada piquete está recebendo de alimento e ajusta conforme a necessidade real. O software pode indicar desvios no carregamento do vagão e alertar o gestor para a tomada de decisão. “Hoje a gente já tem uma ferramenta analítica, por exemplo, que é uma tela que o supervisor do confinamento consegue, de frente a frente com cada curral, com os animais, tomar a decisão de ajuste de trato, tomar a melhor decisão de qual quantidade de alimento eu vou fornecer para estes animais”, explicou. Os dados coletados pela ferramenta seguem para um tablet, por exemplo, são repassados para a nuvem e chegam até a balança do caminhão que passará pelas baias.

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Para quem trabalha com cria, por exemplo, um dos sistemas oferecidos pela companhia automatiza a coleta de dados sobre nascimentos, manejo de pasto, qualidade de água, manejo sanitário, mineralização e até qualidade da cerca.

“Para ter ideia do potencial dos dados que estão surgindo, um cliente top 5 nosso performa cerca de 8,5 arrobas por cabeça ao ano. Já era um nível de performance alto, sem ração, com suplementação básica a pasto (a média nacional, segundo Leonardo, gira em torno de 4@/cabeça/ano). E nesta fazenda o dono está presente, algo importante, ele vive da atividade, e após colocar o Views (nome comercial do sistema) ele descobriu que ele tinha 50% dos cochos de nutrição mineral da fazenda com incidência de vazio. Ou seja, é algo que para nós é básico, mas se a gente não tem esse dado, se isso não é medido, passa despercebido. A culpa é do processo logístico da fazenda. Mas em dois meses isso foi solucionado e caiu para próximo de zero. Você vê, é um produtor que já tinha uma performance alta ainda tem muito para melhorar! Agora a gente precisa que essa microgestão do dia a dia tenha coleta de dados para que a tomada de decisão aconteça”, exemplificou Leonardo Sá.

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